A Jornada Ampliada permitia que os
professores trabalhassem somente no período da tarde ou de manhã, ficando com o
contra turno livre e fora de sala de aula. A jornada ampliada desobriga os
professores a cumprir às 40 horas em sala de aula, tornando necessária a
contratação de novos professores para ocupar o tempo restante. O fim da jornada
ampliada não significa aumento de carga horária dos professores, pelo
contrário, a lei nacional do magistério diz que o professor tem que cumprir 40
horas de trabalho, sendo 26 horas em sala de aula e 14 horas fora de sala,
preparando suas aulas, ou seja, com a jornada ampliada o professor não cumpria
sua carga horária completa. Além disso, a educação não foi beneficiada,
em mais de cinco anos de Jornada Ampliada a nota do IDEB (Índice de
Desenvolvimento de Educação Básica) de Novo Gama não apresentou melhoras e
neste período já esteve na última posição do ranking de notas entre os
municípios de Goiás com até 200.000 habitantes. O programa não cumpriu com o
que prometia. Mesmo assim, o Sinpro-NG (Sindicato dos Professores de Novo Gama)
declarou greve geral dos professores da cidade.
Hoje o cenário atual do
Brasil é de diminuição de benefícios e regalias e quer eliminar os privilégios
governo durante toda a sua gestão garantiu um reajuste salarial de 12,76% dos
professores, carga horária alinhada com o que manda a lei nacional do magistério,
garantindo 26 horas semanais em sala de aula e 14 horas semanais para o preparo
de aulas e coordenação, desta forma o município cumpre com o que manda a lei.
Após duas semanas com as escolas do município paradas e os alunos sem aula, a
Justiça determinou judicialmente a ilegalidade da greve, obrigando os
professores a voltarem às salas de aula, fixando multa de até 150.000 reais
para o sindicato.

Nenhum comentário:
Postar um comentário